quinta-feira, 23 de junho de 2016

VIVÊNCIAS EM SAÚDE COMUNITÁRIA: EXPERIÊNCIAS DO CURSO DE FISIOTERAPIA DA UEPA


Este semestre foi de grandes vivências na disciplina de Fisioterapia em Saúde Comunitária do curso de Fisioterapia da UEPA.
Trabalhamos de forma integrada às atividades do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) na perspectiva da promoção da saúde e prevenção de agravos.  Os cenários de prática para o desenvolvimento da disciplina foram na Atenção Primária à Saúde (APS) da região metropolitana de Belém (NASF Águas Lindas, situado no município de Ananindeua e no NASF Sacramenta localizado no município de Belém).
O objetivo da disciplina é promover a inserção dos estudantes do 4º ano do curso nesses cenários de prática envolvidos em ações efetivas de promoção da saúde e prevenção de agravos. Para o desenvolvimento das atividades de APS a integração com as Equipes de Saúde da Família e NASF é fundamental, sendo o aprendizado em serviço primordial para o desenvolvimento das habilidades, competências e atitudes necessárias para a atuação profissional da área da saúde, contribuindo para a formação do egresso conforme preconizado nas DCN's do curso de fisioterapia.
ATIVIDADE EM COMEMORAÇÃO AO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

RODA DE CONVERSA COM ADOLESCENTES DE 14 À 19 ANOS SOBRE CUIDADOS EM SAÚDE E SEXUALIDADE




RODA DE CONVERSA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 10 À 13 ANOS SOBRE CUIDADOS EM SAÚDE E VIOLÊNCIA NA ESCOLA
EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO ENSINO FUNDAMENTAL COM O TEMA PREVENÇÃO DO TABAGISMO




EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA NO ENSINO FUNDAMENTAL COM O TEMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL


GRUPO DE COLUNA NO NASF ÁGUAS LINDAS





GRUPO DE GRÁVIDAS NA ESF SACRAMENTA




GRUPO MEXA-SE PELA VIDA


GRUPO MEXA-SE PELA VIDA - PASSEIO NO BOSQUE RODRIGUES ALVES


ORIENTAÇÕES SOBRE CONTROLE DE TABAGISMO EM SALA DE ESPERA



PROMOÇÃO À SAÚDE EM GRUPO DE IDOSOS




REUNIÃO DE TRABALHO COM EQUIPE DA SECRETARIA DE SAÚDE E RESIDENTES DO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL 



terça-feira, 31 de maio de 2016

Fisioterapia na campanha do dia mundial sem tabaco


Já a algum tempo temos afirmado e procurado mostrar a nossos alunos que o ato fisioterapêutico não se encerra com o ato técnico, mas transcende a esse, devendo atingir também outros fatores inerentes à saúde humana tais como a educação, o lazer, o bem estar social, a moradia, a alimentação e demais determinantes da saúde. 
Assim, temos procurado mostrar aos alunos e residentes esse pensamento para que eles olhem seus pacientes de uma forma mais integral. 
Hoje, 31 de maio, é o dia mundial sem tabaco onde em vários estados são realizadas atividades para mostrar os efeitos do tabagismo na saúde do homem. Aqui no Pará, a Sespa costuma fazer essas ações tendo sempre apoio dos residentes de fisioterapia do Hospital Barros Barreto, referencia em doenças respiratórias e infecto-parasitárias. 
Esse ano a equipe de fisioterapia do Hospital Barros Barreto juntamente com a Liga Académica de Fisioterapia Cardiorespiratoria e Terapia Intensiva (LAFICARTI) fez uma atividade com os pacientes do ambulatório de reabilitação pulmonar onde foi servido inicialmente um café da manhã seguido de uma palestra conduzida por duas de nossas residentes, momentos de atividade física e entrega de camisas alusivas ao dia. Posteriormente levaram os pacientes para um passeio no museu de arte de Belém para uma visita de lazer e cultura onde a maioria nunca tinha ido. 
Os pacientes puderam viver momentos agradáveis em um espaço de cultura e os residentes juntamente com os alunos do curso de fisioterapia da UFPA puderam desfrutar de momentos de aprendizado de outros conhecimentos
Cartaz chamando os pacientes para a atividade 
Mesa do café da manhã 
Palestra sobre tabagismo
Atividade física
Massagem
Entrega das camisas
Visita ao museu




segunda-feira, 9 de maio de 2016

As DCNs de fisioterapia e o NASF

Este fim de semana se realizou na sede do Crefito 2 no Rio de Janeiro a primeira das 27 oficinas que serão realizadas pelo Brasil com a finalidade de discutir as DCNs para os cursos de fisioterapia e propor mudanças. 
Umas das justificativas da necessidade de mudança está no fato de novas políticas ministeriais que entraram em vigor após a aprovação das DCN atuais em vigor desde 2002. Entre essas políticas podemos destacar a do NASF, porta de entrada do fisioterapeuta na atenção primária. 
No entanto, os cursos ainda não estavam preparados para que seus egressos assumissem essa função. 
Ponto comum nas discussões ocorridas na oficina é o fato de haver um desequilíbrio na carga horária dos estágios em atenção primária quando comparadas as cargas horárias de hospitais e ambulatórios. 
Estudos têm apontado que o fisioterapeuta é o profissional mais contratado para o Nasf, no entanto, precisa estar mais bem preparado para assumir a função.
Outras oficinas virão nos próximos 3 meses. É aguardar o resultado para confirmar ou não o observado nesta primeira. 
Se você quiser enviar uma sugestão para a comissão que está elaborando uma proposta de reestruturação das DCNs envie uma mensagem para: dcnfisioterapia@coffito.org.br 

quarta-feira, 4 de maio de 2016

domingo, 3 de abril de 2016

segunda-feira, 7 de março de 2016

Acolhimento de idosos em uma ESF no distrito do Guamá

A presente postagem é o resumo de uma dissertação de Mestrado em Saude Coletiva defendida recentemente pela Fisioterapeuta Nadia Barreto dos Santos com orientação do Dr. Marcos Valério da Silva e abordou o acolhimento de idosos segundo os próprios usuários da ESF.

Este estudo teve como objetivo conhecer a percepção dos idosos de uma ESF do distrito do Guamá, Belém - Pará sobre o acolhimento, bem como as dificuldades enfrentadas e suas expectativas, partindo do conhecimento destes usuários sobre o tema e observação da dinâmica de atendimento na ESF. Levando em consideração a realidade do numero cada vez maior de idosos nos serviços de saúde e a necessidade de atendimento diferenciado, o Ministério da Saude tem apontado como prioridade a expansão e qualificação da atenção básica por meio da Estratégia de Saúde da Família,  bem como tem investido na formulação e implementação de políticas nesta direção. Em meio a esse contexto, o acolhimento tem um papel muito importante, pois ao possibilitar aos usuários a escuta de seus problemas e a resolução dos mesmos de forma qualificada, caracteriza-se como uma tecnologia que contribui para a organização do serviço, de forma a se garantir acesso universal, resolutividade. É importante, portanto a identificação de experiências sobre acolhimento no SUS. O desenho do estudo constituiu-se de abordagens quantitativas e qualitativas, realizado no período de junho a agosto de 2015 na ESF Parque Amazônia I do DISTRITO ADMINISTRATIVO DO GUMAÁ, Belém, Pará. Os dados quantitativos foram obtidos através de um formulário com dados referentes ao perfil sócio-demográfico dos usuários, dos quais foi feita uma análise descritiva. Os dados qualitativos foram coletados por entrevista semi-estruturada e observação participante. Foram entrevistados 20 idosos. A análise qualitativa foi realizada através da análise de conteúdo temática de Bardin. A maioria dos idosos era do sexo feminino, possuía entre 60 e 70 anos de idade, com renda familiar de apenas um salário mínimo, 50% deles era analfabeto. E a maioria possuía cônjuge. Através da analise qualitativa foram encontradas 11 categorias, que foram agrupadas em quatro temas, sendo eles: Acolhimento: significado da palavra no olhar do idoso; Acolhimento como tecnologia para reorganização do serviço; Relação profissional de saúde - usuário: atitude empática que favorece o acolhimento; Acolhimento: tecnologia que contribui para a concretização de um modelo assistencial baseado na clinica ampliada. O conceito de acolhimento que emergiu na fala dos usuários traduziu-se no desejo de ser bem tratado, ser recebido com carinho, com paciência, a boa convivência, o respeito. Estas são características que mostram a face relacional do acolhimento, o quanto é importante a relação entre o profissional de saúde e o usuário. No campo das atitudes práticas, passando além do conceitual, foi relatada a longa espera para atendimento e para agendamento das consultas, exames, espaço fisico inadequado, falta de alguns remédios, que faz com que tenham que deslocar-se até outros locais, tendo que superar obstáculos geográficos e financeiros, caracterizando-se como dificuldade à concretização do acolhimento. Além disso, infelizmente, a lógica reducionista, curativista, baseada na fartura de remédios e médicos está instalada não obstante todos os esforços para transformação desse modelo assistencial no SUS. Logo, o acolhimento, se realizado de maneira efetiva, representas um instrumento que pode contribuir significativamente para essa grande revolução na concepção de cuidado em saúde, tendo em vista que através dele, o usuário é colocado no centro, trazendo melhores resultados para a sua saúde. Portanto, o estudo possibilitou uma reflexão sobre conceitos e características relacionadas ao acolhimento que se evidenciam na pratica, ou que ainda estão por melhorar, trazendo novas perspectivas para melhoria do sistema de saúde a luz desta diretriz.

domingo, 6 de março de 2016

O impacto da participação em programas PET-Saúde na formação do fisioterapeuta no Norte do Brasil




A Universidade do Estado do Pará, vem ao longo dos últimos oito anos aprovando projetos PET-Saúde em todas as edições lançadas pela SGTES/MS. O curso de Fisioterapia vem se fortalecendo ao longo desses anos e a participação ativa nos programas PET-Saúde se dá de forma significativa para a formação em fisioterapia no Estado do Pará. O impacto da participação em programas PET-Saúde na formação do fisioterapeuta no Norte do Brasil, foi tema da minha dissertação de mestrado no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional Ensino e Saúde na Amazônia, o qual apresento aqui o Resumo.

RESUMO

Introdução: A partir de reflexões acerca do processo de reorientação da formação profissional em saúde, especialmente no campo da fisioterapia e considerando que a Universidade do Estado do Pará (UEPA) vem acompanhando essas mudanças por meio de programas como Pró-Saúde, PET-Saúde, essa pesquisa teve como questão problematizadora: Qual o impacto da participação em programas PET-Saúde na formação do fisioterapeuta, egresso da UEPA na perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS)? Objetivos: Analisar o impacto da participação em programas PET-Saúde na formação do fisioterapeuta, egresso da UEPA na perspectiva do SUS, conhecer o perfil do profissional fisioterapeuta egresso da UEPA, que tenha participado dos programas Programa PET-Saúde/UEPA e verificar de que forma a integração ensino-serviço-comunidade influenciam na formação deste profissional. Material e Métodos: a abordagem metodológica foi a qualitativa descritiva, utilizando como técnica de coleta de dados a entrevista semiestruturada e como técnica de análise dos dados a análise de conteúdo, fundamentada nas obras de Minayo. Os participantes da pesquisa foram 10 fisioterapeutas que participaram dos programas PET-Saúde/UEPA (2009 e 2010/2011). A coleta de dados teve início após as aprovações necessárias e ocorreu no período de novembro de 2014 à fevereiro de 2015 no ambiente de trabalho dos participantes da pesquisa. Resultados: Em relação ao perfil dos entrevistados, houve uma forte tendência para inserção dos mesmos em programas de residências multiprofissionais, demonstrando que o conhecimento adquirido pode ter influenciado para o êxito no processo seletivo desses programas. Outro ponto positivo foi o envolvimento com forte vinculo ao programa PET-Saúde, o que permitiu que os mesmos pudessem vivenciar plenamente a prática da atenção à saúde nos municípios de Belém e Ananindeua e influenciou positivamente nas práticas profissionais desenvolvidas por todos os participantes, proporcionando, ainda, o desenvolvimento de uma visão crítica dos processos de trabalho nos vários pontos da Rede de Atenção à Saúde (RAS). Também constatamos algumas fragilidades no que se refere ao que é preconizado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN’s) vigentes para o curso de fsioterapia, demonstrando a necessidade de se repensar o Projeto Político Pedagógico (PPP) de modo a atender essas diretrizes e preparar o egresso para o mercado de trabalho na perspectiva do SUS. Considerações finais: a participação no programa PET-Saúde se deu como uma atividade complementar, porém, não articulada com a graduação, tendo como consequência a dificuldade em desenvolver uma definição clara sobre a atuação do fisioterapeuta na Atenção Primária à Saúde (APS). Como contribuição para vencer as fragilidades, surgiu como proposta a produção de um blog que permita o diálogo aberto acerca de questões relacionadas a atuação do fisioterapeuta na RAS e a criação de um curso livre a distância com possibilidade de fortalecimento do processo de trabalho no âmbito do SUS e da formação em fisioterapia.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A integralidade no trabalho em saúde: dificuldades, possibilidades e perspectivas gerais da abordagem multiprofissional na visão dos trabalhadores de uma Equipe de Atenção Primária em Saúde de Belém - Pará

Achamos conveniente colocar aqui o resumo da dissertação de mestrado de Gilza Brena Nonato Miranda sob orientação do Dr. Marcos Valério da Silva defendida recentemente junto ao programa de Pós-graduação em Saúde, Ambiente e Sociedade na Amazônia da UFPa devido a importância deste tema.

RESUMO
"A integralidade, um dos princípios do SUS, é amplamente discutida por sua diversidade de significados, dentre os quais, destacamos a abordagem multiprofissional, um dos pilares dos processos de trabalho da Estratégia Saúde da Família e do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, enquanto ferramentas de reestruturação do novo modelo de atenção à saúde preconizado pela Atenção Primária. O objetivo deste trabalho foi avaliar a rotina de um serviço de saúde, com ênfase nas praticas e concepções de uma equipe de ESF e NASF dentro da abordagem multiprofissional, `a luz da integralidade e do cuidado.  O estudo foi realizado por meio da técnica da observação participante associada à aplicação de entrevistas semi-estruturadas, com posterior análise de conteúdo nas equipes da ESF Parque Amazônia I e NASF Terra Firme, no período de Junho a Agosto de 2015. Os profissionais demonstraram possuir conhecimento a respeito da integralidade e abordagens multiprofissional, no entanto, apresentam dificuldades em praticá-los, devido a desafios ligados, principalmente, a questões estruturais do serviço, especialmente os trabalhadores do ESF. Percebe-se a necessidade de constantes capacitações e atualizações para o aperfeiçoamento dos profissionais que atuam neste nível de atenção, mas também suporte estrutural adequado por parte da gestão, para ofertar saúde de qualidade à população".

Como podemos ver, apesar da equipe se esforçar para praticar uma saúde de qualidade, muitas vezes a estrutura física e organizacional dificultam os princípios do SUS sejam efetivados. Muita luta ainda temos pela frente em defesa do SUS