O módulo prático da
disciplina de Saúde Comunitária do curso de Fisioterapia da Universidade do
Estado do Pará (UEPA), deu-se no período de 09 de março de 2015 à 24 de março
de 2015. A prática realizou-se na USF da Sacramenta, localizada no município de
Belém. Vale ressaltar que um dos objetivos da prática foi fomentar educação em
saúde, com os ACS da USF da Sacramenta, sobre câncer de colo de útero e câncer
de mama.
Nesse período, os
quatro alunos participantes conheceram a unidade de saúde, os Agentes
Comunitários de Saúde (ACS) e a enfermeira responsável. Os ACS conversaram com
os alunos e falaram como cada um trabalha, quantas famílias cada ACS é
responsável e contaram algumas situações peculiares envolvendo alguns
pacientes. A enfermeira falou sobre suas atividades na unidade e relatou
insatisfação em atuar na área de saúde pública, devido à falta de interesse,
principalmente dos próprios pacientes cadastrados na unidade, pois os profissionais
da USF se esforçam pra elaborar atividades, oficinas, cursos, palestras, rodas
de conversa sobre assuntos de interesse e os mesmos não procuram se envolver
nessas atividades.
Os ACS da unidade
apresentaram aos alunos e a docente responsável pela disciplina algumas
demandas e, considerando isso, os alunos realizaram uma roda de conversa sobre
câncer de mama e câncer de colo de útero. A roda de conversa foi realizada nas
dependências da Universidade do Estado do Pará. Os alunos utilizaram uma apresentação
em PowerPoint para facilitar a assimilação de pontos relevantes sobre os
assuntos como as formas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Os discentes
conduziram a roda de conversa de forma simples, sem uso de termos técnicos para
assim, deixar os ACS mais à vontade e receptivos às novas informações.
Percebeu-se muitas
dúvidas sobre o câncer de colo de útero como “O choque do pênis no colo do
útero da mulher pode provocar o câncer de colo de útero?” um dos ACS fez essa
pergunta. Foi perceptível que alguns ACS desconheciam que é o Papiloma Vírus
Humano (HPV) o responsável por este câncer. Os ACS foram bastante
participativos buscando esclarecer dúvidas acerca dos temas, relatando casos
sobre pacientes que tiveram essa(s) patologia(s) e mostraram seus receios (principalmente
os ACS homens) sobre como abordar esses temas com as mulheres quando fazem as
visitas domiciliares.
Houve construção de
conhecimento sobre os temas abordados na roda de conversa e foi perceptível que
todos os envolvidos saíram do local com informações pertinentes e baseadas em
evidências para melhor orientar seus pacientes. A imagem abaixo foi tirada após
o término da roda de conversa.

O período em que os
discentes realizaram as atividades foi imprescindível para a construção de um
maior aprendizado sobre a importância da nossa profissão dentro da atenção
primária a saúde e como é importante promover educação em saúde para sanar
dúvidas que os agentes comunitários possam ter. Foi uma experiência válida e
enriquecedora para todos os envolvidos.
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